Sunday, 15 July 07, 02:00 AM
(Maracaibo) - A Argentina está confirmada com o mesmo time que começou contra o México. Crespo será uma opção no banco de reservas, assim como todas as outras feras do elenco deles, incluindo Lucho e Aimar.
O ataque, então, será Tevez e Messi. Dois jogadores que de bobos, só tem a cara... mas jogam demais. Apesar disso, e não sabendo o real estado de Crespo, acho que o time argentino perde um pouco sem o centroavante referência.
E se na Copa de 2006 eu era a favor de marcação individual em Zidane, que deitou e rolou, desta vez sou contra. Não adianta marcar Riquelme, que tem o Messi e, se marcar os dois, o Veron vem solto com a bola de trás. Tem que ser por zona mesmo, fechadinho.
E aí vai a escalação...
Abbondanzieri; Zanetti, Ayala, Milito e Heinze; Verón, Mascherano, Cambiasso e Riquelme; Messi e Tevez.
Sunday, 08 July 07, 04:20 AM
(Puerto La Cruz) - O jogo deste sábado à noite teve um Chile no Mesozóico e um Brasil no Cenozóico. Várias 'Eras' separam estas duas equipes. Chile vai para casa com o resultado total de 9 x 1 para o Brasil. Os chilenos, sua zaga-mãe e aqueeeela vontade de ir para casa ajudaram, é claro, mas o Brasil não tem nada com isso. Jogou bem. Não deu espaço. Avançou os laterais. Mineiro e Josué avançaram a marcação como nos velhos tempos tricolores. Fora isso, seis gols em quartas de Copa América é um feito. Eis algumas notas da noite. Vamos ao jogo...
- Esta noite o público não foi aquela coisa de sempre. Talvez a chuva, talvez a eliminação da seleção da casa antes. Não que o estádio estivesse vazio. Mas cheio também não estava. Talvez 80% da ocupação.
- Mas o que incomdou mesmo foi o silêncio. Dava para ouvir o Dunga gritando. Manja aquele São Caetano x Caxias numa quarta a noite com chuva no Anacleto Campanela? Pois é... o silêncio lembrou bem.
- E o povo gastou neurônio à toa. Maicon jogou e jogou bem. Ombro que nada. Olha ele aí na foto saudando o pessoal do OleOle (não é photoshop. É sério!).
- E o Vagner Love começou com tudo. Não é possível que hoje não sairia o gol. Numa linda jogada no primeiro tempo pelo esquerda dentro da área, cortou o zagueiro para o meio e chutou de direita raspando.
- Depois veio o gol, fácil, jogadinha manjada e a força aérea nacional, sem greve na controladoria de vôos, fez tabelinha de cabeça para Juan abrir o placar.
- Vagner de novo. Passou bola com açucar para Julio Baptista encher o pé de canhota.
- Uma hora sai o gol do Love.
- Robinho faz o terceiro, chute certeiro, limpando a zaga-mãe chilena. Mais uma vez, como nos tempos de Santos. Chora, Madrid.
- Acabou o primeiro tempo e eu quase desci no vestiário para falar com o Nelson Acosta que o pessoal do OleOle está montando um time para enfrentar o Chile onde e quando ele quiser. E depois a gente vai para a festa todos juntos.
- Primeiro tempo já poderia ter sido cinco. Fácil.
- Vem o segundo e no intervalo um repórter chileno me pergunta o que eu acho do Chile, ao vivo numa rádio. Quem me conhece sabe que costumo ser polido, agregador, bacana, batuta. Mas não tinha outra coisa a dizer senão: 'pior Chile que já vi na minha vida'. Sem mais perguntas, meritíssimo.
- O segundo tempo começou e logo vem o quarto com Robinho. O brasileiro, aliás, é o único que ainda tem chances de fazer barba cabelo e bigode na competição. O jogador pode ser o artilheiro, o melhor jogador do torneio e o jogador jovem mais valioso. São os três prêmios individuais distribuídos por aqui. Se juntar a isso o título, entonces, aí eu quero ver Messi bater palminha.
- Ai Caramba. Madre de Dios. Uma briga de torcida finalmente por aqui. Dois gordinhos se pegaram. O exército finalmente trabalhou por aqui e levou os dois para conversar na salinha.
- Calma, pessoal. All you need is Love!
- Antes do Love, ninguém merecia mais um gol que Josué (J em espanhol, por favor - Rrrota). Correu demais, armou e impressionou toda a imprensa internacional que por aqui estava. O São Paulo que se cuide.
- Falar em imprensa internacional. Tem dias que você dá azar com seu companheiro de 'apertamento' na tribuna de imprensa (como no jogo passado, que peguei um narrador de rádio venezuelana de um lado e um de rádio equatoriana do outro. Duas horas de gritos no ouvido e uma dor de cabeça no caminho de casa). Hoje fui à forra. Fiquei ao lado de Luca Calamai, simpático correspondente da italiana Gazzetta dello Sport na Copa América.
- Ele me falou no intervalo que o Chile podia fazer a gentileza de não voltar ao jogo, já que não veio mesmo. Falamos de Doni (sim, também acham ele fraco na Itália), de Maicon ("tanque importantíssimo para a Inter"), de Alexandre Pato ("belíssimo jogador, mas o Chelsea deve levar e não o Milan. De qualquer forma, seria bom para ele não começar direto na Inglaterra ou na Itália, mas sim na Espanha, França ou Holanda") e finalmente Vagner Love ("se até ele marcou, está na hora de ir embora. Este jogador não teria vaga em nenhum time da Itáli"a). Exageros à parte, me diverti com o ragazzo o jogo inteiro.
- Mas finalmente veio o gol 'sai-uruca'. Não concordo com Luca sobre Love. Acho que ele tem jogado bem. Não que o problema da camisa 9 do Brasil tenha sido solucionado para sempre, longe disso. Mas ele não está mal mesmo e merecia o gol.
- E brasileiro é tão mal humorado com a Seleção que ganha de 6 nas quartas da Copa América e nego ainda acha ruim, chato, culpa do adversário... Também não é assim, né?
- Para o fim guardei a historinha dO jogador da partida. Jorge Vargas, número 13 do Chile. Reserva, passou o segundo tempo inteiro aquecendo. Nada contra. Acontece que a última substituição chilena foi aos 20 minutos do segundo tempo. E o chico seguiu correndo até o fim. Até os 46, ele ainda dava piques no gramado sintético atrás do banco. Este está em forma. Pan 2007 nele, Chile!
Wednesday, 04 July 07, 09:45 PM
(Puerto La Cruz) - Quatro de julho é feriado no estado de Anzoátegui. Nada que ver com 4 de julho americano, claro. O feriado aqui ou dia facultativo ou como queira chamar é porque a Seleção Brasileira vai jogar na cidade.
Tem jogo hoje em Puerto La Cruz. Primeiro México x Chile e então Brasil x Equador. Então ninguém trabalha.
É o primeiro dia de jogos por aqui. Mais uma vez o estádio estará lotado e sempre que o Robinho pegar na bola todo mundo vai entrar em êxtase e delírio.
O Brasil entra em campo podendo até perder para se classificar. E mais. Já saberá o resultado do jogo do México e se pode ser primeiro ou o objetivo é mesmo o segundo lugar.
Na Venezuela, até o dia do confronto com a seleção da casa, se houver, o Brasil joga em casa. Sempre.
Sunday, 01 July 07, 08:35 PM
(Maturin) - Aqui no estádio Monumental, um calor monumental que certamente não combina com calça e notebook no colo.
Mas um estádio cheio e o principal: verde e amarelo. O aquecimento no gramado já foi uma amostra do que será o apoio para a seleção. Muitos aplausos e gritos.
Os venezuelanos não negam que até a seleção local ter alguma noção de futebol, sempre torceram para o Brasil. "Na Copa de 2002, fomos às ruas. Sentimos como se fosse nosso título", diz Carlos, taxista.
Do outro lado, poucos chilenos. Esparava mais deles por aqui, pelo primeiro jogo e a excelente virada. Mas talvez o retrospecto dos últimso 10 jogos não seja muito animador. Veja os números:
7 vitórias do Brasil
1 empate
2 do Chile
É só manter a escrita...
Thursday, 28 June 07, 03:50 AM
(Puerto Ordaz) - Vamos lá. Notinhas venezuelanas desde o começo da rodada dupla no estádio Cachamay.
- Por falar nele, a preocupação com os estádios era grande na Venezuela. Ainda é, na verdade. Mas a primeira impressão foi redentora. O Estádio Cachamay, em Puerto Ordaz, sinto pelos Policarpos Quaresmas, é melhor do que qualquer estádio no Brasil hoje. Por fora, algumas obras inacabadas no assoalho, nas estradas de acesso, entulhos e tal podem até passar a impressão errada. Mas, ao entrar, o papo é outro. Vamos ver os estádios daqui para a frente. Mas este está aprovado.
- Já a organização. Bem, esta a começar pelo atraso dos horários dos jogos, de alguns problemas para pegar credenciais, uma certa dificuldade para se conseguir uma informação, deixou um pouco a desejar. Lembrando sempre que é o primeiro evento deste porte no país.
- Para encerrar, insegurança realmente não dá para sentir. Ou o contrário. Depende de como você se sente com a presença em peso das forças armadas em todos os lugares.
- Como esperado, estádio cheio. Aliás, uma particularidade. Cheio desde duas horas do jogo preliminar.
- Torcidas do México e do Brasil até ensaiaram uma guerra de gritos no intervalo da preliminar. Mas o bicho só pegou mesmo quando acabou. Até porque Equador e Chile fizeram um belo jogo.
- Sobre o Equador, aliás, preciso falar da imprensa de lá. Eles não podem ver um brasileiro dando sopa nas áreas de imprensa que já colocam ele ao vivo em alguma rádio. Eu mesmo dei quatro entrevistas, sobre assuntos que vão desde jogos em altitude até a camisa do Dunga. E dá-lhe virar Caetano e ter opinião sobre tudo.
- Sobre o Equador 2: não dá para dizer que é 100% pois não é verdade. Mas a imprensa do país usa a camisa da seleção em massa.
- Sobre o Equador, última: bem para frente, joga bonito muitas vezes, perdendo gols e louco para tomar a virada, não acharam?
- Sobre o Chile, o Valdívia aprendeu direitinho com o Edmundo. Não recebe a bola, xinga em bom espanhol a todos os pulmões. Vitória para dar moral.
- Só uma sobre a torcida venezuelana. Ela não nega que está tomando gosto agora por futebol. Sabe aqueles lances que o juiz já parou faz tempo o jogo, impedimento claro, bandeira levantada, e o atacante segue com a bola, a zaga parada, ele dá três passos antes de chegar no goleiro, dribla o goleiro e chuta no gol. Pois é, cerca de 30% do estádio gritou gol. Meio como a torcida da seleção japonesa assim, manja? Os 70% restantes ou eram gringos ou já estão mais espertos com futebol.
- E aí vem o Brasil sil sil... com Doni no lugar de Helton.
- Po. Não teve hino no jogo do Brasil. Por causa do atraso. Sem graça. Tem que ouvir em tudo quanto é pelada em gramados paulistas e na hora que é legal, não rola.
- No começo, 'Olé Olé', gritava a torcida do México a cada toque tricolor na bola, saudando a nossa comuniade de blogs e conteúdo...
- A bicicleta do Robinho não pegou direito. Mas chapéu no México é sombrero, para lembrar. Maicon, lateral da Inter, foi carimbado. 1 x 0.
- 2 x 0: o detalhe inútil aqui desde o estádio é que toda vez que sai gol, o sistema de som coloca uma musiquinha de Discovery Kids para tocar.
- Intervalo de jogo. Som ambiente dá em nome do presidente Chavez as boas vindas a todos. Vaias começam seguido do grito de Fuera Fuera. DJ aumenta o som prontamente. Manifestação abafada.
- O jogo todo vocês viram. Comentários são todos seus.
- E Dunga mexe no intervalo, o que não deixa de ser uma novidade. Saem Elano e Diego e entram Afonso e Anderson.
- Sombrero número 2: Rafa Marquez. Clássico.
- Anderson melhora o time brasileiro.
- O goleirão Uchoa vai se vingando dos brasileiros. No Mundial da Fifa no Japão, tomou quatro do Barcelona pelo América na talvez última grande partida da dupla Deco e Ronaldinho. Hoje já salvou contra Robinho e Afonso.
- Fora a trave, a zaga na linha... não é para entrar.
- A melhor do jogo. Maicon foi substituído junto com Morales do México. A torcida mexicana aplaudiu Morales e Maicon realmente achou que era com ele e retribuiu o carinho com palmas...
- O tempo passa, 42, e um repórter aqui perto de mim comenta: "xiii, vai sobrar dólar", comentando sobre suas diárias, que correm bom risco de serem largamente economizadas.
- Para quem não sabe ainda, foi 2 x 0 para o México. O Brasil é o lanterna do grupo após a virada do Chile no Equador por 3 x 2.
- Esse negócio de eu ser pé frio não tem nada a ver. Se eu fosse mesmo, o Castilo não perderia aquele terceiro gol.
- Pensou besteira por causa do título deste post, né?
On Brazil calling: Brasileirao, the best league in the world, is on fire