Sunday, 03 June 07, 09:12 PM
Já dizia o mestre Nelson que o empate é o mais frustrante dos resultados, pois não há a euforia da vitória nem a melancolia da derrota. Dependendo de onde se joga, há uma aproximação, ainda que discreta de um dos sentimentos. O Sport, diante de 33 mil expectadores teve uma quase derrota. Injusta, mas uma quase derrota.
O jogo até que começou com uma grande pressão do Sport sobre o time que se diz campeão de 1987, mesmo sem jogar a Libertadores do ano seguinte. E o Sport, pasmem, demorou cinco vezes mais tempo, em relação as partidas anteriores, para levar um gol.
Ao invés de levar entre 2 e 3 minutos de jogo, levou aos 15, graças à ação de dois craques do Flamengo que curiosamente estavam com uniformes diferentes dos do time do Rio. Relatemos.
O atacante Leonardo entrou na área do Sport, tropeçou e enquanto caía, Osmar, um dos craques “infiltrados”, chega forte quando não precisava. O outro craque, Evandro Rogério Roman, árbitro da partida, marca pênalti.
Renato cobra no lado oposto do goleiro estreante Cléber e pela quarta vez em quatro jogos, o Sport sai perdendo.
Luciano Henrique barbariza, com drible de letra, bola no meio das pernas do zagueiro adversário, Fumagalli cruza na medida para Washington cabecear e o goleiro flamenguista Bruno mandar para escanteio. Carlinhos Bala cobra e Washington acerta AQUELA cabeçada. Eram 33 minutos e havia doze mais os acréscimos para virar o jogo ainda na etapa inicial. Aos 44, Carlinhos Bala manda de fora da área e... no travessão.
Veio o segundo tempo e o Flamengo passou a atacar e conseguir vários escanteios em seqüência. Num deles, aos 14 minutos, eis que o craque flamenguista infiltrado na lateral direita do Sport, de nome Osmar, posiciona-se na primeira trave e... manda de cabeça para as próprias redes. O craque flamenguista infiltrado na arbitragem, Evandro Roman, descaradamente, dá gol olímpico de Renato.
O técnico do Sport troca Carlinhos Bala por Vítor Jr. e Luciano Henrique por Weldon. Aos 30 minutos, Vítor sofre falta na entrada da área. Ao meu lado, um senhor gorducho e suado morde as falanges da mão direita e murmura, com os olhos inchados:
-- É agora, essa Fuma não erra. Essa, Fuma não erra.
Segundos depois, o gorducho despenca dois lances na arquibancada e entra em estado semi-convulsivo. Por que razão?
Porque Fumagalli acertou uma falta de fazer inveja a Zico, o tal craque maior da história do Flamengo, e porque o bom goleiro Bruno pareceu nem mesmo existir no lance. Havia então pouco mais de quinze minutos para a virada.
O Flamengo sabia disso e a simples aproximação da marcação já fazia Renato & Cia saírem de maca. O árbitro também sabia, e expulsou Fumagalli por reclamação, para evitar que o Sport vencesse o jogo. Washington e Weldon também deram sua contribuição para o empate, ao desperdiçarem boas chances.
E o Sport, mesmo sem perder, chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. E aos sete gols, tanto marcados quanto sofridos, em quatro partidas.
Próxima parada, Maracanã, para enfrentar o Fluminense, o time do Nelson.
Dizem que todo goleiro é doido ou viado. Se esse for doido, eu choche.
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