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Thursday, 15 May 08, 12:31 PM

Arreia a calça e senta no meu pau

Oh, Internacional Que eu vivo a enrabar

Vens de plagas distantes

Todo arrogante

Achando que vai ganhar

Primeiro foi o Leandro Machado

Depois o Roger e por fim o Durval

Saíste da Ilha sem vitória

Colorado tá fora

Da Copa do Brasil

A versão tosca e mal-educada do hino do Inter poderia sozinha ser post. Mas a épica vitória do Sport sobre o atual campeão gaúcho não poderia se resumir a uma paródia tão escrota.

Na verdade, horas, dias, séculos, existências se passariam até que se achasse a melhor maneira de começar esse post.

Pois bem, a partida não poderia ter começado melhor. Três minutos, escanteio da direita, Luisinho Netto cobra na cabeça de... Leandro Machado (algum colorado lembra dele?). Em três minutos, fim de um jejum de 206 minutos do Sport sem marcar gol. Mais 87 e o jogo iria para os pênaltis.

Mas que graça teria esperar os pênaltis ou fazer mais um gol?

Ainda no primeiro tempo, aquela falha costumeira da defesa leonina e empate do Inter. Em seguida, pênalti claro em Leandro Machado, vantagem para o Sport e Sandro Goiano chuta pra fora.

Segundo tempo, presentaço do Fernandão (sinceros agradecimentos ao cabeça de platina), Carlinhos Drogbala vai à linha de fundo e cruza para Roger, quase impedido, fazer o gol mais fácil de todos os tempos. E ainda tinha gente achando que ele ia perder. Que maldade com o Kanouté da Ilha.

Então veio a expulsão de Luciano Henrique. Sport precisando de mais um gol, um jogador a menos e contra o "time mais espetacular da história da humanidade pós-Revolução Industrial" (aspas para a afirmação do genial e irônico Luiz Fernando Bindi)

Pois não é que o Inter teve a certeza de que não só se classificaria como empataria e até viraria o placar? Afinal eles já foram campeões do mundo, não é?

E teve a cabeçada do Durval. O que dizer da cabeçada do Durval? O que dizer da cabeçada do Durval?

Clemer fez um milagre maior que o Superman no primeiro filme dele, quando inverteu a rotação do planeta terra para fazer o tempo voltar.

Então Durval foi cobrar uma falta. Mas, esperem, alguém já tinha visto Durval cobrar uma falta?

Pois na noite de 14 de maio de 2008, 103 anos e um dia depois da fundação do Sport Club do Recife, mais de 31 mil pessoas no estádio e milhões ao redor do Brasil e do mundo viram.

Clemer, o goleiro senil do Inter, não. Nem com a imagem em loop e em camera lenta ele conseguiria ver.

O terceiro gol, o gol da classificação do Sport para as semifinais da Copa do Brasil.

Três gols: o de Leandro Machado decepou a perna do saci. O de Roger tirou o cachimbo. E o de Durval fez o Inter sentar no recém-inaugurado maior mastro de bandeira de clube do Brasil. Sessenta metros de aço no Culorado. Será que doeu?

Pergunte ao torcedor do Inter.

Vídeo da partida aqui.

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Posted by mautargino | Comments (3)