Tuesday, 13 November 07, 07:58 PM
"E aí, Joseílton Carioca, o que faltou para o Pindaibense neste primeiro tempo?" Fala sério, quantas vezes você já ouviu perguntas deste naipe nos intervalos dos jogos de futebol? E vai dizer que nunca ficou irritado?!
Não adianta. Parece que os repórteres de campo já saem de casa com os textos decorados. Se o time do Fulano estiver perdendo, perguntam o que faltou. Se estiver ganhando, querem saber o que o Fulano achou da partida. Poucas vezes as entrevistas antes e após os jogos fogem deste script chato.
Não estou pedindo questionamentos sobre a política externa ou a respeito da descoberta de mais petróleo. Pelo contrário! Acho uma idiotice entrevistas no campo com os jogadores entre um tempo e outro ou mesmo ao final dos jogos. O que alguém vai conseguir falar de interessante estando esbaforido depois de correr feito um louco noventa minutos?! "Fomos deveras efetivos ao explorar o setor esquerdo de forma prolífera. Acredito que nosso treinador foi bastante astuto e imprimiu uma estratégia capciosa que aturdiu nossos oponentes." (?!?)
Tudo bem, os repórteres são obrigados a falar com os jogadores. Mas já que não há escapatória, custa se puxar um pouco mais e perguntar algo que importe ao torcedor que estiver ouvindo? E outra: para quê existem as coletivas, então? Aliás, as coletivas rendem outro post...
Esporte é saúde, descontração, paixão, não é mesmo? Nem sempre... Às vezes o esporte e suas tramas podem ser tão irritantes quanto assistir um capítulo final de novela das oito ou dar com o dedinho do pé no canto da mesa de centro. Este blog é para que possamos expor as irritações do esporte nosso de todos os dias. Divirta-se, se conseguir.
