Wednesday, 11 July 07, 03:44 PM
Todo verão europeu é a mesma história: especulações e mais especulações de transferências milionárias. Neste ano não é diferente. De todas as estrelas, Kaká e Cristiano Ronaldo parecem ser as mais cobiçadas. E se depender da legislação trabalhista, os clubes espanhóis largam na frente de seus congêneres.
Estudo divulgado recentemente pela consultoria Ernst & Young Advogados revela que a Espanha é o país com os menores custos fiscais para futebolistas. Além da terra de Cervantes, foram avaliados Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Holanda.
O levantamento mostra que, para um clube espanhol pagar 2 milhões de euros por ano a um jogador, ele precisa desembolsar, entre salários, Imposto de Renda, seguridade social etc 2,680 milhões de euros, enquanto um time francês, onde os custos são os mais altos, deve desembolsar quase o dobro: 5,4 milhões de euros. Na Itália, a cifra chega a 4 milhões de euros.
A legislação espanhola (apelidada de "Lei Beckham") vale para todos os estrangeiros que pretendam trabalhar no país. Para ser beneficiado, o trabalhador não pode ter sido residente fiscal na Espanha nos últimos dez anos, deve morar dentro das fronteiras espanholas e trabalhar em benefício de uma empresa local.
Dessa forma, Ronaldinho e companhia são tributados como "não-residentes", pagando taxa de 24% sobre seus rendimentos. Além disso, estão isentos de imposto sobre pagamentos efetuados por empresas estrangeiras. Por exemplo, se o Robinho receber 1 milhão de reais para fazer uma campanha publicitária para o Pão de Açúcar, ele não pagará 1 centavo de imposto. Para efeito de comparação, os residentes pagam 43% de imposto sobre quaisquer rendimentos. O benefício, que está em vigor desde 2004, vale por até seis anos e deve ser solicitado nos seis primeiros meses de residência
O Barça já assinou com Henry, o Real Madrid flerta com Kaká e muitos outros craques devem desembarcar em portos espanhóis neste verão. Certamente, paellas e touradas não são os únicos incentivos.