Sunday, 09 December 07, 06:46 PM
Para esfriar a cabeçona no domingão, nada melhor que ler as notinhas alheias sobre o esporte bretão na net e quem sabe assistir mais um episódio da “ainda-na-segunda-temporada” (eu disse segunda temporada) saga do coach Taylor.
Confesso que se Friday Night Lights fosse sobre “soccer”, como eles dizem lá, e não sobre “football”, a coisa toda seria bem mais interessante. Mas é bem verdade há uma certa emoção naquela passagem “everything is so closed on Friday nights” antes de vermos o Panthers jogar.
Mas voltando ao coach, o Taylor. Ele é o exemplo típico de como ser técnico é ir do céu ao inferno não somente às sextas-feiras, mas todos os dias. E mesmo que não entenda bulhufas sobre o que um quarterback deva fazer, entendo que se ele não fizer, o time do Texas perde e quem está com o na reta, é sempre o poor coach, claro.
Ou melhor, tudo isso para dizer que ser técnico, não importa do que, deve ser uma droga. Deve ser mais fácil ser goleiro, ou “batedor” de pênalti como o Paulo Baier.
* Vejamos o Muricy Ramalho. É visto como um eterno antipático, ganhou tudo que viu pela frente nos últimos anos, tem que aturar jornalista mal educado toda semana, e ainda por cima, ver Dunga estar em um cargo que poderia ser dele, se a CBF não fosse a casa da mãe Joana. Para não dizer outra coisa. Tudo bem que ele- Muricy, não Dunga- está feliz em/no São Paulo.
Ele não sofre tanto assim.Eu sei. Mas tinha que mencionar o Dunga aqui e esse foi o jeito. Quanto tá o "teste", btw?
* José Mourinho. Também não sofre tanto assim, não depois de ter largado o Chelsea e estar quase aceitando o contracheque gordinho no comando do English Team. Mas ele tem até sexta feira para decidir se quer, for gods sake, encarar o time de ouro-enferrujado, em que se tornou a Inglaterra. Haja chiclete, mate!
* Vágner Mancini. Mal chegou ao olímpico já tem tarefa: Trazer a quinta Copa do Brasil pra gente. Fair enough!
*Luis Felipe Scolari. Mesmo estando longe demais dessas capitais, está na capa dos sites de “notícias” explicando se o Corinthians de 2008 pode ser o novo Grêmio de 2005. Acredito que lidar com as peripécias (extra-curriculares, I mean) de CR é tarefa menos chata para ele.
* Romário. Putz, Romário é técnico do Vasco. Sim. Ele já até perdeu o cabelo antes de iniciar essa nova fase em São Januário por saber que vai sofrer por antecedência. Não por elaborar esquemas táticos que levem o Vasco a algum lugar, mas sim porque acordar/dormir cedo nem é com ele, né peixe?
Por esse lado da coisa toda, que a tarefa de Eric Taylor nem é tão árdua assim. Quem sabe ele não vem fazer um estágio na aqui no Brasil para ver como é fácil ser técnico na NLF. E digo mais, tá provado que pra ser bom técnico tem que ser um pouco ator, certo mano?
É por isso que fecho com o Bob Harris: for relaxing times, make it suntory time.
Principalmente aos domingos.
On Gracias hermanos!!!!