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Home > FIFA > Ripa na chulipa

Thursday, 05 July 07, 10:40 AM

Reginaldo Manente / 05-07-1982Aos 7 anos, descobri o futebol para valer. Ano de Copa do Mundo, com a seleção dos sonhos dos brasileiros. Nunca vou me esquecer de como meu pai voltou irritado para o trabalho naquele dia 5 de julho de 1982. Estava de cabeça quente porque havíamos perdido aquele jogo emocionante para a Itália e assim teríamos de esperar mais quatro anos pela possibilidade de uma nova conquista (que, na verdade, ainda demoraria mais 12 anos).

Mal sabia ele que aquela derrota teria um impacto positivo dentro de casa. A partir dali, eu passaria a acompanhar programas de futebol e o noticiário dos jornais quase que diariamente, de olho em nossos craques, que na época se espalhavam pelos clubes locais.

Tenho certeza que muitas outras crianças também foram influenciadas por aquela derrota da mesma maneira. De imeadiato, muitos choraram como o garoto ao lado, tirada dentro do estádio Sarriá pelo fotógrafo Reginaldo Manente, e que faturou o Prêmio Esso de Jornalismo de Fotografia do ano de 1982.

A imagem apareceu estampada na capa-pôster do Jornal da Tarde, da edição de 6 de julho, dia seguinte à tragédia, sem qualquer outra chamada, apenas com a inscrição “Barcelona, 5 de julho de 1982”. Foto histórica, que mostra o que todos sentiram naquele dia.

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Tuesday, 26 June 07, 07:20 PM

William, o que é que você vai dizer lá em casa?Fábio Capello determinou que os jogadores do Real Madrid não podiam usar telefones celulares nos vestiários após o jogo. Também proibiu viagens em jatinhos particulares após jogos importantes. Enquadrou uns e mandou outros embora. No final da temporada, tinha um grupo unido e guerreiro, que venceu um campeonato com uma virada histórica na tabela sobre seu maior rival. Quem contou esses detalhes sobre o técnico italiano foi o volante Émerson, em entrevista à Placar desse mês.

Nélson Rodrigues é um ilustre desconhecido. Nunca treinou um time profissional, é homônimo de um gênio da crônica esportiva e nos últimos anos se destacou pelo êxito à frente das categorias de base da seleção. Por essa razão, eu esperava que ele tivesse cuidado na preparação dos garotos, sobretudo no que diz respeito ao aspecto emocional. Mas parece que o treinador da Seleção Sub-20 não enxerga o óbvio ululante. Segundo um jornalista português, a foto de William segurando uma camiseta do Benfica foi tirada diante do treinador, que não esboçou nenhuma reação.

Se isso realmente for verdade, o episódio servirá para revelar que nada mudou na Granja Comary. Os empresários continuam a freqüentar o CT da Seleção Brasileira para negociar contratos com times europeus em plena luz do dia, com a presença de jornalista estrangeiro dentro da concentração, registrando tudo o que vê.

Como se percebe, trocaram o Parreira pelo Dunga, deixaram Ronaldo e Adriano fora do time e passaram a falar em espírito de equipe só para satisfazer o Zé Mané que fica no sofá de casa torcendo como louco pelo time.

William é mais um garoto pobre, seduzido pelas promessas de dinheiro dos cartolas e dos empresários. Se a negociação der com os burros n'água, fico imaginando como será retorno do menino ao Parque São Jorge. Faltou orientação para que não se deixasse levar pela empolgação de ir jogar na Europa.

Se Capello estivesse no comando do time Sub-20, tenho certeza que não deixaria o garoto posar para essa foto. Acontece que quem estava lá era Nélson Rodrigues, o homônimo que seria considerado pelo Nélson original, o escritor brilhante, como um idiota da objetividade. O verdadeiro cretino fundamental.

                          O Nélson de mentira         O Nélson original

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Thursday, 21 June 07, 04:07 PM

Há 37 anos, o Brasil conquistava sua terceira Copa do Mundo com uma goleada por 4 a 1 sobre a Itália, no estádio Azteca, no México. De quebra, levou para casa a sonhada Taça Jules Rimet, que mais tarde seria derretida após ser roubada onde mesmo?? Ah, tá, na CBF.

Aquele time comandado pelo Rei Pelé assombrou o mundo. Uma máquina de jogar bola, que deu espetáculo no primeiro Mundial colorido na televisão. Tostão, Gérson, Rivelino, Jairzinho. Só fera.

Jogadores que não tiveram um décimo do marketing e do dinheiro que muito perna de pau desfruta por aí nos dias atuais. E que ainda são lembrados depois de quase quatro décadas da façanha.

Para se ter uma idéia da importância dessa equipe, basta lembrar que no ano passado ela foi apontada pelos leitores do respeitado jornal inglês “The Guardian” como a melhor de todos os tempos. Hoje o jornal tem uma chamada na homepage principal de seu site lembrando da data. E a matéria tem comentários de vários leitores.

Curiosamente, não li nada sobre o assunto nos jornais e na internet aqui no Brasil. Um amigo disse que ouviu alguma coisa no rádio hoje pela manhã. Ou seja, se alguém publicou alguma coisa, ficou escondido num canto ou pé de página.

É aquele velho problema de falta de memória de nosso futebol.  Então anote aí:

No dia 17 passado, o Brasil festejou os 45 anos do bicampeonato no Chile. No próximo dia 29, vale lembrar a conquista do Mundial de 58. No dia seguinte, faz cinco anos que vencemos no Japão com Felipão. E, para encerrar, 13 anos do tetra em 17 de julho.

Bom, para comemorar, segue abaixo o time da final de 1970. E um videozinho do You Tube.

Viva o tri!

Brasil: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo; Gérson, Clodoaldo, Rivelino; Jairzinho, Tostão e Pelé. Técnico: Zagallo.

PS: A foto abaixo é de Salvador, na Bahia, onde no início da semana tiveram a ousadia de roubar os braços do Pelé em uma estátua de bronze de 1971 que comemorava o Tri. Detalhe: o Pelé segurava uma réplica da Taça Jules Rimet.

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Tuesday, 22 May 07, 04:55 PM

A Agência Lusa (calma, não é piada. Ela existe, sim!) informa que os jogadores brasileiros marcaram quase um terço dos gols da última edição do Campeonato Português.

Os brazucas balançaram as redes 181 vezes no torneio, que registrou um total de 554 gols (340 de estrangeiros) em 240 jogos – média de 2,3 por jogo.

Os portugueses fizeram 194 gols, somente 13 a mais que os brasileiros. Argentinos, cabo-verdianos e poloneses anotaram 17 gols cada. Os uruguaios, 12.

O ex-corintiano Liédson foi o artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo. Marcou 15 gols contra 25 do ano passado, uma marca que só não é pior do que os 14 gols marcados por Soeiro, do Sporting, na temporada 1934/1935.

Detalhe: Liédson é o primeiro jogador a repetir a façanha de ser artilheiro em duas temporadas seguidas depois de Jardel, outro brasileiro.

Quero ver agora os portugas amigos do Rubão aparecerem aqui para falar que brasileiro não joga nada na Europa, que falta disciplina tática, e essas baboseiras de sempre.

Do Corinthians para o mundo

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