Wednesday, 23 January 08, 09:46 AM
E daí que o Alexandre Pato foi convocado para a seleção? Até um eremita misantropo que passou os últimos seis meses dentro de uma caverna embaixo d’água nos últimos seis meses sabe que ele ia ser chamado.
As grandes maravilhas deste time que vai jogar contra a Irlanda são outras e vêm do Morumbi, obviamente. O duvidoso técnico Dunga deixou para lá o mais duvidoso ainda atacante Affonso e se deu conta de dois talentos valiosos (porém menos badalados que o Pato): Hernanes e Breno.
Os dois foram as grandes revelações da campanha do penta do São Paulo e de todo o campeonato. Hernanes é o único na posição que pedala e marca gols de fora da área. Breno, para se dizer o mínimo, em seis meses rendeu US$ 18 milhões ao tricolor, certamente mais do que valem o Parque Antártica, Fazendinha, Vila Belmiro e Canindé juntos.
Fecham a seleção tricolor o também duvidoso (por outros motivos) Ricky (ex-Richarlyson), que começou a jogar bem depois que arrumou uma namorada. Quem questionar a convocação dele está sendo ranheta, porque Nacional (pricipalmente no returno) o agora ruivo meio-campista jogou muito. Só tenho dúvidas se o futebol dele dura até as Olimpíadas.
Postado por Pó-de-Arroz
Tuesday, 06 November 07, 08:07 AM
Agora que estamos coroados com os louros da glória do pentacampeonato, vamos refletir: quem deu certo e quem deu errado? Esse time do tricolor teve surpresas muito boas, mas também algumas decepções até mais surpreendentes que os craques inesperados descobertos pelo Muricy.
Hernanes com certeza é a revelação do ano do São Paulo. Como disse o Marco Aurélio Cunha, é o único volante que pedala no futebol. Marca bem, faz
golaços e, por causa dele ninguém nem percebeu que o Josué foi embora do Morumbi.
Depois vem a segunda maior revelação do ano: Breno. “O que esse moleque está fazendo aí?” foi o que eu pensei quando vi ele entrar em campo pela
primeira vez. Não demorou muito para perceber. O cara ganhou a posição com um técnico exigente e mal humorado, mesmo não sendo a primeira opção (por isso a camisa 33). Depois do penta, o Muricy
disse na TV: “por onde eu passo, deixo muito dinheiro”. Deixa mesmo. Esses dois quando forem vendidos (espero que demore) vão dar um belo lucro.
Para fechar a lista de surpresas, o Richarlysson. Esse já está no São Paulo faz tempo, mas só começou a jogar bem neste ano, depois que o Josué saiu e ele começou a jogar mais como peão e menos como criador. Depois que ele e o Hernanes assumiram o meio campo, ninguém mais lamenta a saída do Mineiro (o que acontecia até a desclassificação da Libertadores).
(Aliás, convenhamos que o que mais surpreendeu no caso do Richarlysson não foi nem o aparecimento do futebol dele, mas o aparecimento da namorada dele. Mas isso extrapola o futebol, deixa pra lá.)
Com a faixa no peito todo mundo é campeão e comemora, mas tem gente no time que não se deu bem. Primeiro o Hugo, que veio para ser uma das peças importantes e criador do time, o novo Zidanilo. Começou bem, fazendo cruzamento de chaleira no Paulistão, mas sumiu, acabou cuspindo em um jogador do Paraná, chorou para pedir desculpas (não adiantou) e acabou suspenso. Tomara que jogue o que esperavam no ano que vem.
Outra decepção foi o Jadílson. Jogou mal o ano todo e acaba o campeonato de reserva do Júnior, o Interminável. Com ele podemos colocar o Dagoberto: jogador do qual se esperava grandes jogadas, golaços e dribles, não rendeu e o Muricy teve que recorrer ao velho Aloísio Trombada para resolver. Foi ofuscado até por Leandro e Borges.
No lusco-fusco fica Jorge Wagner. Não jogou mal e foi decisivo em alguns jogos, mas eu esperava muito mais pelo que vi jogar no Corinthians e no Inter.
Volante que pedala
Postado por Pentacampeão (Pó-de-Arroz)