Monday, 07 January 08, 02:30 PM
Mesmo neste momento triste da história do Todo-Poderoso, é sempre reconfortante saber que há um porto seguro de otimismo para o torcedor corinthiano: o Palmeiras.
Juro para vocês: mesmo estando altamente otimista com o rumo do Corinthians (afinal, é bem difícil ficar pior ainda), quando estou lendo as notícias esportivas, meus maiores sorrisos ficam sempre com as "manchetes" do Palestra. "Élder Granja vem aí", "Chegou o matador: Alex Mineiro", "Palmeiras oficializa interesse por Alan Kardec"... aposto que o amigo leitor não-palmeirense abriu um sorriso lendo estas pérolas do futebol alviverde. Isso sem contar os 8/9 anos sem títulos da porcada, que torna até ridícula qualquer tentativa deles de menosprezar o péssimo momento corinthiano - fundo do poço de onde eles saíram há pouco tempo e continuaram na pequenez que lhes é devida desde então.
Só como exemplo, acompanhem comigo: o principal "reforço" do Palmeiras tem 32 para 33 anos. Seu melhor momento no futebol foi há 7 (SETE!) anos, no Atlético Paranaense Campeão Brasileiro em 2001. Foi difícil encontrar estatísticas, mas encontrei na Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Alex_Mineiro) um número estarrecedor de 58 gols para a nova esperança do Palestra.
58 gols NA CARREIRA!!! Com certeza este número está equivocado, deve ter uns 10 gols a mais aí. Torcedor Corinthiano, entre Ponte Preta e Corinthians, Finazzi fez 25 gols SÓ NO ANO PASSADO. Isso não tem destaque porque a mídia queridinha do time de rosa acha que Aloísio, o "artilheiro" que nem 10 gols fez, é craque.
Além disso, Alex está há 120 dias sem jogar por uma lesão seguida de férias. E mesmo assim é a "grande aposta" do "time" do Parque Pequeno.
Honestamente... OBRIGADO, PALESTRA!!!
Postado por Gambá
Thursday, 06 December 07, 07:21 PM
Caro amigo Porco, TÁ MALUCO??? Sua licença poética foi revogada depois dessa asneira histórica.
Já que você pisou na minha grama, permita-me dar andamento à discussão entrando também no gramado do Parque menos famoso do Brasil.
Vamos falar de planejamento atual para o próximo ano, traçando um paralelo entre os dois rivais:
Resultados:
Corinthians: não ganhou nada em 07, fez campanha ridícula com time extremamente limitado e caiu para a Série B
Palmeiras: não ganhou nada em 07, fez campanha medíocre com time extremamente limitado e amarelou na hora H, ficando fora da Libertadores mas ainda mantendo-se na Série A, após o 8º ano sem títulos
Diretoria:
Corinthians: trocou dirigentes, trouxe profissionais renomados (Joaquim Grava, Antônio Carlos), anunciou renovações e planejamento
Palmeiras: não fez nada após o 8º ano sem títulos
Elenco:
Corinthians: imediatamente após o rebaixamento, já assinou com dois reforços, negocia publicamente com outros e já manifestou interesse na saída de jogadores que estão fora do perfil desejado
Palmeiras: não fez nada. Quer dizer, pode renovar com o Edmundo. Pensando melhor, não fez nada após o 8º ano sem títulos
Comissão Técnica:
Corinthians: trouxe um treinador que nos últimos 3 anos tirou o Grêmio da Série B, levou dois títulos Gaúchos, foi à Final da Libertadores e classificou o Grêmio para a Sul-Americana, pagando menos do que ganham outros profissionais como Émerson Leão e Abel Braga
Palmeiras: queria renovar com um técnico que nunca ganhou nada e acaba de perder vaga na Libertadores em casa. Perdeu o seu Plano A para a Arábia e agora corre atrás de nomes como Dorival Júnior, que nunca ganhou nenhum título, tudo isso após o 8º ano sem títulos
Claro que ainda é cedo, mas fica aí este paralelo para o amigo do Trio de Ferro formar sua própria opinião. As minhas são:
1) Mano Menezes é o cara certo para o momento certo no time certo;
2) o Palmeiras é ridículo.
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Muito obrigado pelos comentários! O Trio de Ferro está bombando a cada post, agradecemos aos amigos Lucastro, reinerio, mautex e tantos outros "Anônimos" que enriquecem nossas discussões. Abraços a todos!
Monday, 03 December 07, 08:56 PM
O retrospecto do Palmeiras em 2007 não é bom. Não disputou a fase final do Paulista. Foi desclassificado pelo Ipatinga nos pênaltis, na Copa do Brasil. E terminou o Brasileiro com uma lamentável sétima colocação.
Caio Júnior colocou como “cláusula” para sua renovação não ser cobrado pelo resultado que tiver no Campeonato Paulista do ano que vem. O vice de futebol Gilberto Cipullo, em entrevista à rádio Jovem Pan, disse que o trabalho do treinador não será avaliado pelo resultado do Brasileirão. E afirmou ainda que tudo está acertado para a continuidade de Caio Júnior, bastam apenas detalhes contratuais.
É possível garantir continuidade do trabalho num time que não ganha título relevante desde 2000 (o último uma mera Copa dos Campeões em cima do Cruzeiro)? O Palmeiras não ganha um Paulista desde 1996. Serão 12 anos na fila.
É possível um time grande ficar sem título tanto tempo em nome de um trabalho de longo prazo?
Eu não tenho respostas para todas essas perguntas.
É culpa do treinador um time tão inexperiente e nervoso que não consegue vencer facilmente na própria arena?
O Caio Júnior teve um erro fatal no jogo contra o Atlético Mineiro. Escalou um time torto sem o Caio. Mas a culpa é só dele? O Valdívia, infantilmente, ficou fora dos últimos jogos do Campeonato. O Wagner Tardelli errou e prejudicou o Palmeiras, que poderia ter marcado, contra o Inter, a classificação para a Libertadores. A diretoria não tem planejamento adequado para dar ao Palmeiras bons reservas.
A culpa é só do Caio Júnior? Essa resposta é fácil. Não. Há a conjuntura interna do Campeonato. Há as dificuldades financeiras do time e a politicagem interna do Palestra. A culpa não é do Caio Júnior.
Mas a torcida aceita ficar mais um ano sem títulos? Eu tenho dúvidas.
Para mim, tudo bem não ser campeão paulista, mas não pode perder para times pequenos em casa. Tudo bem não ser campeão da Copa do Brasil, mas a meta tem que ser disputar o título. Tudo bem não ser campeão da Sul-Americana, mas tem que ter um time competitivo e estabelecer uma meta ambiciosa como disputar a final. Tudo bem não ser campeão brasileiro, mas a meta tem que ser vencer o Brasileirão.
Como disse um expert: “Time que entra em campo se protegendo para não tomar gol, acaba perdendo a partida”.
O Caio Júnior precisa se comprometer com uma simples cláusula contratual: O Palmeiras vai entrar para vencer TODOS os jogos. Se isso acontecer, nós, palmeirenses, não ficaremos tristes se jogo aqui, jogo acolá, o Palestra perder e, no final do ano, não tivermos nenhum título.
Em 2007, não tenho dúvidas, tampouco questiono a capacidade do trabalho do Caio Júnior.Wednesday, 21 November 07, 06:21 PM
Hoje tem jogo da seleção. Brasil e Uruguai, no Morumbi. O presidente Lula classificou o Brasil de azarão. Os gajos uruguaios estão invictos há oito jogos. Eu acho que o jogo ficará num empate sem-vergonha em dois gols para cada lado.
Esse preâmbulo sobre a seleção serve apenas como ensejo de uma singela afirmativa. Eu não me importo muito com um jogo do Brasil. Acho a Copa do Mundo divertida, gosto do derby contra a Argentina. Mas meu sentimento amarelo pára por aí.
De fato, não me importo com a seleção, prefiro ver o Palmeiras campeão, o gambá rebaixado, do que o hexa da seleção. Prefiro o Porco golear o Boca e o River, em Buenos Aires, do que ver a seleção do Dunga ou do Pareira (ou de qualquer outro treinador) colocando gols atrás de gols nas seleções argentina, alemã, francesa ou inglesa.
Em 2010, não vou torcer para o hexa, até porque, sinceramente, quero que o Brasil nem se classifique para a próxima Copa*. Eu quero ver o Palmeiras, isso sim, hexa campeão brasileiro, com os títulos futuros de 2008 e 2010. Quero ver ele bicampeão da libertadores em 2009 (não acho que o Palestra terá time para decidir a Libertadores no ano que vem). Quero o Palmeiras campeão do mundo de fato em 2010 (não esse factóide de 1951).
Enfim, jogo da seleção brasileira?! Não vejo a hora de chegar a disputa de domingo contra o Internacional, em Porto Alegre, para garantir definitivamente a vaga para a Libertadores.
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Ao amigo gambá: Luizão? Ficou maluco? Esse aí acabou a carreira já e não se aposentou porque é burro demais e não tem qualquer habilidade para começar outra carreira, por isso adia o dia de pendurar as chuteiras. Aliás, chuteiras cansadas que muito já fizeram pelo futebol. Mas, Deus do céu, chega!
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Ao amigo pó-de-arroz: O Kaká disse estar ansioso por voltar à sua casa, o Morumbi. A casa que o escorraçou em 2003 por ser pipoqueiro e amarelão. Mas nós temos que agradecer ao Kaká, graças a ele o SPFC ficou conhecido como bambi!
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*Esclarecimento: a única chance de o Ricardo Teixeira sair da CBF é o Brasil fora de uma Copa do Mundo. Por isso meu sentimento favorável à desclassificação. Não sou um idiota completo defensor da tese de que “o Brasil só vai pra frente quando acabar o futebol na pátria”.
Postado por Porco
Monday, 19 November 07, 05:43 PM
Hoje, o São Paulo é a melhor equipe do Brasil. Time campeão brasileiro por antecipação e com uma média de conquistas nos últimos anos bastante invejável. O Palmeiras passa por uma fase de transição. Digladia-se internamente para voltar a ser forte, consolidar uma base e uma tranqüilidade para almejar títulos num futuro próximo. Precisa de ídolos e craques, como Alex, do duplo chapéu (Rogério Ceni, incluído) antes do gol num jogo vencido pelo Palestra.
Hoje, o Palmeiras vive de história recente ou não. Mas ergue-se por sua história. E lembro disso por conta do jogo da seleção brasileira contra o Uruguai na próxima quarta-feira, no Morumbi. Lembro disso porque em 7 de setembro de 1965 o Palmeiras, do roupeiro à comissão técnica, do goleiro ao ponta-esquerda, foi convidado a representar o Brasil num jogo contra o Uruguai na inauguração do Mineirão.
E o Palmeiras mandou na partida, transformou a lealdade em padrão e mostrou aos gajos uruguaios que de fato é campeão. O time do glorioso argentino Filpo Nuñes venceu os uruguaios por 3 a 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho (o verdadeiro, viu, gambá) e Germano. Até hoje, Nuñes foi o único estrangeiro a comandar a seleção brasileira.
O Palmeiras vive de história. E um time só consegue se reerguer, ou seja, voltar a uma posição já exibida no passado, por ter um glorioso passado.
Brasil (Palmeiras)
Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo
(Dario).
Uruguai
Taibo (Fogni); Cincunegui (Brito), Manciera e Caetano; Nuñes (Lorda) e Varela; Franco, Silva (Vingile), Salva, Dorksas e Espárrago (Morales). Árbitro: Eunápio de Queiroz
Data: 07/09/65
Local: Estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG)
Público: aproximadamente 80.000 pagantes
Renda: Cr$ 49.163.125,00
Gols: Rinaldo, aos 27, e Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro tempo. Germano, aos 29 da etapa final.
Postado por Porco
Tuesday, 13 November 07, 02:45 PM
Nessa discussão de quem é melhor goleiro, prefiro ficar de fora. Como já disse lá em baixo o Palmeiras é uma fábrica de bons goleiro: Oberdan, Leão, Zetti, Sérgio, Veloso, Marcos e o prodígio Diego Cavalieri. Goleiro com caráter e grandeza capaz de suceder um pentacampeão mundial sem sentir o peso da camisa alvi-verde.
Rogério?! Felipe?! Não é sério. Diego é goleiro que tem estirpe! Rimou? Que bom.
Mas que essa discussão não fique entre nós três. Quem vocês, que gostam do blog e deixam seus comentários aqui, acham que é o goleiro destaque do Brasileirão 2008?
Postado por Porco